Pesquisadora da USP vira alvo de lulistas após acusações contra Daniela Lima e Janja: "Só param quando me matar"

A pesquisadora Michele Prado, que atuava no Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP), lamentou os ataques que tem sofrido de grupos de esquerda apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Foto: X.com

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A pesquisadora Michele Prado, que atuava no Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP), lamentou os ataques que tem sofrido de grupos de esquerda apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A situação começou após corrigir informações sobre uma pesquisa relatada pela apresentadora da GloboNews, Daniela Lima. Além disso, Prado afirmou que a primeira-dama Janja estaria envolvida na criação de uma "milícia digital" mais "nociva" do que o suposto gabinete do ódio dos bolsonaristas. (Saiba mais aqui).

Segundo Prado, ela foi demitida do Núcleo de Estudos da Violência da USP após corrigir a apresentadora da GloboNews, Daniela Lima, sobre uma pesquisa sobre fake news. A pesquisadora alega que, antes da demissão, recebeu duas mensagens de insulto de Daniela Lima em seu WhatsApp, o que ela descreveu como “assédio moral”.

Prado afirma que virou alvo nas redes sociais após “corrigir” dados de uma pesquisa envolvendo as enchentes no Rio Grande do Sul e o sentimento da população na internet. Na pesquisa, o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Paulo Pimenta, afirmava que as fake news estavam atrapalhando o trabalho de resgate das vítimas das enchentes no RS.

“Um monte de gente cometendo crime de cyberbullying contra uma pessoa. Mas esse cyberbullying quando vem da esquerda é socialmente aceito. Até quando?”, reclamou Michele Prado em seu X [antigo Twitter].

Em uma publicação na qual Pimenta falava que “o número de fake news correndo as redes sociais quadruplicou desde o início da tragédia no Rio Grande do Sul” e acusava a extrema-direita pela disseminação das notícias falsas, Michele Prado comentou: “Qual estudo, ministro?”.

Sobre a pesquisa, Michele classificou como incorreto o dado de que 31% dos discursos com sentimentos antigovernamentais e anti-institucionais sejam desinformação, como divulgado em alguns veículos de comunicação.

“Esse pessoal só vai parar quando eu me matar”, escreveu a pesquisadora em seu X [antigo Twitter]. Na mesma rede social, após dar publicidade à “correção”, ela anunciou ter sido desligada do grupo de pesquisas sobre extremismo do qual participava.

Pesquisadora Michele Prado

“Amigos, informo a todos que a partir de hoje continuo meu trabalho de pesquisa e prevenção/combate aos extremismos de forma independente pois fui desligada, hoje pela manhã, do grupo de pesquisa da USP no qual muito aprendi durante o último ano”, escreveu.

Caso você tenha pensamentos suicidas, procure ajuda especializada como o CVV (www.cvv.org.br) e os Caps (Centros de Atenção Psicossocial) da sua cidade. O CVV funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente. São mais de 120 postos de atendimento em todo o Brasil.